Bengala eletrônica feita por alunos da Escola do Sesi de Corumbá será apresentada em feira nacional

. Esse é um projeto que está em constante desenvolvimento porque se trata de uma tecnologia assistiva, que é qualquer forma de auxiliar pessoas com deficiência, e, por isso, precisa sempre ser aperfeiçoado

| DANIEL PEDRA/FIEMS


Bengala eletrônica feita por alunos da Escola do Sesi de Corumbá será apresentada em feira nacional

Inventores do “Olho de Agamotto”, uma bengala eletrônica desenvolvida para guiar deficientes visuais por meio de sensores e georreferenciadores, os alunos da Escola do Sesi de Corumbá preparam-se para apresentar o projeto na 16ª edição da Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), promovida desde 2003 pela USP (Universidade de São Paulo). Neste ano, o evento será realizado no campus da universidade, em São Paulo (SP), de 12 a 16 de março, quando serão anunciados os vencedores.

 Desde novembro do ano passado, às vésperas do encerramento do ano letivo, a equipe da escola que participará da feira cumpre um cronograma de estudos e reuniões para aprimorar o sistema, que foi construído com base em conceitos de robótica, uma das disciplinas da grade regular das escolas do Sesi. “Além de pesquisas, consultorias com colaboradores e estudos teóricos, os alunos têm se encontrado com deficientes visuais, de forma a ajustar o protótipo às necessidades do público alvo da melhor forma possível”, explicou o coordenador da Escola do Sesi de Corumbá, Marcel Giordano Jeffery.

 De cara, os alunos entenderam por bem substituir a tecnologia Lego “EV3”, usada inicialmente no desenvolvimento do “Olho de Agamotto”, pelo dispositivo Arduino, um microcontrolador que proporciona ao sensor movimentos mais precisos e controláveis. “Estamos trabalhando para enriquecer o projeto tanto na programação quanto na estética. Esse é um projeto que está em constante desenvolvimento porque se trata de uma tecnologia assistiva, que é qualquer forma de auxiliar pessoas com deficiência, e, por isso, precisa sempre ser aperfeiçoado. E estamos nos reunindo pelo menos duas vezes por semana para estudar e procurar formas de evoluir mais ainda o projeto”, afirmou a estudante Kiany Climaco Guerrero, que está na 2ª série do Ensino Médio.

 Com os testes a todo vapor, os alunos esperam tornar o “Olho de Agamotto” comercializável o mais breve possível, concluindo a premissa de colocar em prática o papel social e responsabilidade com o meio que os cerca ensinados nas aulas de robótica. “Ao optarmos por seguir usando o Arduino, adotamos uma tecnologia mais eficiente e com custos reduzidos, que fez o projeto evoluir muito no sentido de torna-lo mais acessível para um deficiente visual. Esperamos terminá-lo o mais breve possível para que ele possa ser utilizado pelas pessoas que precisam, porque além de ajudar muito, dará oportunidade para que elas vivam melhor em sociedade e de forma independente”, projetou o estudante Paulo Henrique Almeida da Silva, aluno da 1ª série do Ensino Médio.

 Orientadora e professora articuladora do projeto “Olho de Agamotto”, Marcelly Rodrigues Tavares afirma que os alunos receberam toda autonomia para desenvolver a bengala eletrônica, e que a evolução deles é notável. “Nossa missão como articuladores é justamente fazer com que os nossos alunos sejam independentes, ou seja, consigam gerenciar o conhecimento, e não sejam meros transferidores de informações. É gratificante ver que eles estão cada vez mais empenhados e buscando resolver os problemas da sociedade. Do início do projeto até hoje, podemos notar que a evolução no aprendizado e conhecimento desses alunos foi imensa”, analisou.

 A feira

 Os projetos inscritos na 16ª edição da Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia) são avaliados por especialistas e devem conter um artigo, exposição de pôster, vídeo ou slide explicativo. São premiados os projetos vencedores em diferentes categorias e subcategorias, bem como o “Professor Destaque” da edição.

A delegação da Escola do Sesi de Corumbá será composta pelos seguintes integrantes do projeto “Olho de Agamotto”: Kiany Climaco Guerrero e Paulo Henrique Almeida da Silva. Eles contam ainda com a colaboração de ex-alunos da instituição que também participaram do desenvolvimento da bengala: Adilson Correa da Silva Junior e Fabio Gustavo Mercado Urquieta.

 Os professores articuladores e responsáveis pelo projeto, Marcelly Rodrigues Tavares e Carlos Roberto Leão Campos, também estarão presentes na comitiva. Os alunos ainda têm ajuda do professor Programador da Prefeitura de Corumbá, Iraí Aparecido Maiolino.

 O “Olho de Agamotto” foi eleito o melhor projeto multidisciplinar da edição 2017 da Fecipan (Feira de Ciência e Tecnologia do Pantanal) e também ganhou o 1º lugar na área de Engenharia da 4ª FetecMS (Feira de Tecnologia, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul), realizada pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e Grupo Arandú de Tecnologias e Ensino de Ciências.

 O nome do dispositivo foi baseado no amuleto que o personagem das HQs (Histórias em Quadrinhos) do Grupo Marvel, “Dr. Estranho”, carrega no pescoço e é inspirado no mundo real em “O Olho que Tudo Vê”, de Buda, nome dado a Siddhartha Gautama, líder religioso que viveu na Índia e fundou o “budismo”.

 

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