Gaeco prendeu 7 e cumpriu 13 mandados contra oficiais investigados em operação

Primeira fase da Oiketicus foi realizada em 16 de maio de 2018

| KEROLYN ARAúJO / CAMPO GRANDE NEWS


Veículo do Gaeco cumprindo mandado nesta sexta-feira (15). (Foto: Divulgação/Gaeco)

A terceira fase da Operação Oiketikus, denominada Avalanche, que mira organização criminosa composta por policiais militares que atuam na facilitação do contrabando de cigarros em Mato Grosso do Sul, cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão no Estado nesta sexta-feira (15).

Segundo informações do Gaeco (Grupo de Combate às Organizações Criminosas), responsável pelas investigações, os mandados foram cumpridos em Campo Grande, Coxim, Sidrolândia, Naviraí, Aquidauana e Dourados, em conjunto com a Promotoria de Justiça da Auditoria Militar, Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), Comando-Geral da Polícia Militar e a Corregedoria-Geral da Polícia Militar.

Conforme apurado pelo Campo Grande News, os alvos da prisão nesta sexta-feira foram o coronel Kleber Haddad Lane, os tenentes-coronéis Jidevaldo de Souza Lima, Carlos Lima, Josafá Pereira Dominoni, Erivaldo José Duarte Alves e Wesley Freire de Araújo, além do major Luiz César de Souza Herculano. Eles são acusados de ligação com a máfia que comanda o contrabando de cigarro paraguaio na fronteira.

Fases - Na primeira fase da Oiketicus, realizada em 16 de maio de 2018, foram cumpridos 20 mandados de prisão preventiva contra policiais, sendo três oficiais, e 45 mandados de busca e apreensão. O saldo total foi de 21 prisões porque um sargento acabou preso em flagrante.

A ação foi em 16 localidades: Campo Grande, Dourados, Jardim, Bela Vista, Bonito, Naviraí, Maracaju, Três Lagoas, Brasilândia, Mundo Novo, Nova Andradina, Boqueirão (distrito), Japorã, Guia Lopes, Ponta Porã e Corumbá. Segundo a investigação, a remuneração para os policiais variava de R$ 2 mil por mês a R$ 100 mil.

A segunda etapa aconteceu no dia 23 de maio de 2018, com mandado de busca e apreensão na casa e escritório de então servidor do TCE (Tribunal de Contas do Estado). A terceira fase foi em 13 de junho, quando mais oito policiais foram presos. No dia primeiro de novembro de 2018, a quarta etapa prendeu um tenente-coronel e um sargento.


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