MS registrou mais de 1,6 mil industrias e 94 mil empregos em 2018, diz pesquisa do IBGE

Em relação ao ano anterior, a pesquisa apontou queda de 7,2% de empresas industriais abertas em MS

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Paper Excellence detêm ações de complexo industrial em Três Lagoas (Divulgação, Eldorado Brasil)

A PIA (Pesquisa Industrial Anual) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2018 Mato Grosso do Sul tinha registrado 1.651 empresas industriais abertas, 120 a menos que no ano anterior. De acordo com a pesquisa, o estado tinha 94 mil pessoas empregadas no setor e industrias pagaram R$ 3 bilhões em salários.

Em Mato Grosso do Sul, entre as atividades das Indústrias de transformação, as que apresentaram maior crescimento no número de pessoas ocupadas de 2009 a 2018 foram: fabricação de celulose, papel e produtos de papel (105%), fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (55,79%) e fabricação de produtos alimentícios (31,16%).

Considerando a participação setorial com relação ao total do pessoal ocupado em 2018, em MS, a Fabricação de produtos alimentícios destaca-se como a atividade de maior representatividade, sendo responsável por 41,7% dos empregos na Indústria. A participação das Indústrias extrativas na ocupação aumentou de 1.669 em 2009 para 2.369 em 2018 (2,5% do total apurado na PIA – Empresa), o que equivale a 41,9% de crescimento no período.

No ranking de pessoal ocupado na indústria, Mato Grosso do Sul ocupa a 15ª posição, com participação de 1,3%. São Paulo (32,6%), Minas Gerais (11%) e Santa Catarina (9,3%), ocupam os três primeiros lugares, respectivamente. Crescimento acentuado no pessoal ocupado teve, também, a indústria de celulose e papel. Em 2009 eram 3.051 pessoas ocupadas, em 2018, o número saltou para 6529 (105% de aumento).

No Brasil, o total dos custos e despesas das empresas industriais, em 2018, foi de R$ 1,7 trilhão. Em Mato Grosso do Sul, o total de custos e despesas das empresas industriais com 5 ou mais pessoas ocupadas foi de R$ 43 milhões.

O dispêndio com o consumo de matérias-primas, materiais auxiliares e componentes foi de 23 milhões, o que corresponde a 53.4%, destacando-se, ainda, como o maior percentual na estrutura dos custos e despesas no ano.

Nas indústrias de transformação de MS, que correspondem a 99,76% dos custos com consumo de matéria prima, os gastos com a fabricação de produtos alimentícios alcançaram 57,71%, seguidos dos custos com fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (8,16%), fabricação de celulose, papel e produtos de papel (8,15%), e fabricação de produtos químicos (5,29%). Indústrias de fabricação de alimentos continuam sendo as que mais contribuem em salários e outras remunerações.

Em 2018, a PIA-Empresa mostrou que, em MS, as empresas ativas possuíam despesas de R$ 3 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações, pagos a quase 94 mil de pessoas ocupadas. Entre as empresas industriais com 5 ou mais pessoas ocupadas, o setor de fabricação de produtos alimentícios continua sendo o que mais contribui no quesito salários, retiradas e outras remunerações em 2018, seguido pela fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis e a fabricação de celulose, papel e produtos de papel como podemos ver na tabela abaixo que mostra os valores e movimentação em relação ao ano anterior.

MS passou a ter grande importância na indústria de papel e celulose conforme o setor foi se consolidando ao longo dos últimos anos. No estado, havia, em 2018, apenas 15 unidades fabris do ramo, o que coloca o estado em 18º no ranking nacional. Eram 6.259 pessoas empregadas no dia 31/12/2018, posicionando MS em 8º do país.

Porém, em salários e retiradas, o montante atingido chegou a R$ 412.350.000, o 6º maior número entre estados. Tais valores mostram parte da discrepância de salários entre as diversas UFs. Enquanto no PI um colaborador da indústria de celulose recebe, em média, R$ 17.092,69 anuais, no MA o valor fica na casa de R$ 120.489,86.

Em MS, o valor médio de R$ 65.881,13/ano o coloca como a maior média do Centro-oeste e 5º maior valor do país. A indústria também se destaca no estado quando considerado valor bruto da produção. SP tem o maior número anual: R$ 37.060.589.000,00, seguido de PR, com R$ 14.967.347.000,00, colocando MS em 3º lugar, com R$ 8.998.779.000,00.

No entanto, MS realmente se sobressai quando considerado o valor bruto médio da produção industrial por unidade. Sua média é, de longe, a maior do país, com número 540% maior que o segundo colocado, ES. O valor bruto médio por unidade em MS é R$ 599.918.600,00, seguido do ES, com R$ 93.723.520,00. SP, nessa abordagem, fica em 7º, com R$ 28.885.880,00 e PI, em último, com R$ 1.478.810.00.



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