Em oração, mulheres se juntam para mostrar luto e pedido de justiça para Carla

Mãe de Carla também participou da oração e ainda estava visivelmente abalada com o assassinato

| MIDIAMAX


Mãe de Carla estava bastante abalada. (Foto: Karina Campos, Midiamax)

Com máscaras, vestidas de preto e um símbolo marcado na palma da mão, cerca de 60 mulheres se reuniram na tarde deste domingo (5) em frente à conveniência, no Bairro Tiradentes, onde o corpo de Carla Santana Guimarães, 25 anos, foi deixado após a jovem ter sido sequestrada e assassinada. O grupo fez uma roda de oração que durou 30 minutos, mas serviu para mostrar luto e deixar um pedido de justiça pela morte da garota.

Bastante abalada e ainda sem muitas respostas sobre o assassinato, Evanir Santana Magalhães, 58 anos, preferiu não falar com a imprensa. O grupo dedicou um momento da oração para abraçar e mostrar condolências a mãe da menina.

Uma das organizadoras da oração, Telma Lima, afirmou que a intenção do ato é mostrar que as mulheres estão unidas pelo propósito de evitar que mulheres continuem a morrer de forma violenta em Campo Grande. “A intenção é essa, fazer um abraço coletivo nela, para mostrar que todas as mulheres estão juntas, porque se não cuidar, vira mais, está na hora de dar um basta”.

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Ainda segundo a organizadora, os movimentos continuarão nas redes sociais e, nessa semana, pretendem conversar com um professor de artes marciais para realizar um curso com disponibilização de vídeos, ensinando as mulheres golpes de autodefesa para evitar constrangimentos no dia-a-dia.

Outra organizadora, Fátima Cardoso destacou que pretende conversar com políticos para que uma possível alteração em legislações sobre o assunto seja realizada. De acordo com a mulher, um deles seria quanto o registro de desaparecimento, para que ele possa ser feito nas duas horas seguintes ao ocorrido e não conforme consta atualmente, esperando 24 horas para o registro.

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Mato Grosso do Sul registou pelo menos 18 feminicídios em 2020, são dois a menos do que os ocorridos no mesmo período em 2019. No entanto, outras quatro mulheres foram assassinadas violentamente em Campo Grande, a princípio casos que não tratam de violência doméstica, sendo o último a morte de Carla Santana Magalhães, ainda em investigação.



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