Coronavírus não assusta: MS e Campo Grande têm o 2º pior isolamento social do Brasil

Dados de terça-feira mantiveram Estado e a cidade entre as piores taxas do país no momento em que a pandemia de coronavírus avança

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Mato Grosso do Sul e Campo Grande ficaram na 26ª e penúltima posição em comparativo sobre taxa de isolamento social. (Imagem: In Loco/Reprodução)

Os alertas vindos das autoridades de Saúde de Mato Grosso do Sul e de Campo Grande nos últimos dias sobre o avanço do coronavírus não foram suficientes e, mais uma vez, tanto Estado como a Capital fecharam a terça-feira (7) com as segundas piores taxas de isolamento social do Brasil.

Os dados foram divulgados pela consultoria In Loco, a partir da movimentação do sinal de telefones celulares.

Mato Grosso do Sul fechou a terça-feira com taxa de isolamento de 36,36%, melhor apenas que Tocantins (34,3%) e cerca de três pontos percentuais abaixo da média nacional (39,1%). O Rio Grande do Sul foi o Estado que mais aderiu à tática de controle da Covid-19, com taxa de 46,19%.

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Entre as capitais, Campo Grande também ficou na segunda pior marca nacional, com 35,43%. Palmas (TO) anotou 34,06%; enquanto Porto Alegre (RS) chegou a 50,04%.

Mato Grosso do Sul e Campo Grande vinham na contramão do país até meados de maio: enquanto casos de coronavírus transformavam a Saúde Pública de grandes cidades em um caos, o território sul-mato-grossense aparentava uma situação sob controle, com baixa ocupação hospitalar e taxa de letalidade inferior a 1%.

O cenário começou a mudar em junho e, neste mês, mudou completamente no Estado. Em Campo Grande, o Hospital Regional, referência para a Covid-19, atenderá apenas pacientes com a doença e já se encontra com a capacidade de internação exaurida.

A prefeitura anunciou acordos com hospitais particulares e outras entidades filantrópicas para abrir leitos, principalmente, de terapia intensiva a fim de dar vazão à alta demanda de internações.

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Para evitar tal cenário, as autoridades de Saúde de Mato Grosso do Sul vinham apostando no Isolamento Social, tática considerada a mais eficiente para frear o avanço da Covid-19 (contra a qual não há um tratamento totalmente comprovado ou mesmo vacina). Sem sair de casa, a pessoa tanto deixa de passar o coronavírus adiante como, em caso de não portar o vírus, reduz as chances de contágio.

Contudo, para o Isolamento Social ser eficiente, as autoridades consideram que as taxas de adesão devem ser superiores a 60% –admitindo recentemente percentuais acima de 50%.

No Estado, quatro municípios atingiram a marca de manter pelo menos metade da população em casa: Aral Moreira (52%), Japorã (51,6%), Tacuru (51,5%) e Figueirão (50%). Por outro lado, Rio Verde de Mato Grosso, Sete Quedas e Anaurilândia marcaram percentuais inferiores a 30% –respectivamente, 21,7%, 26,7% e 28,6%.

O índice de Campo Grande foi o 17º pior entre os municípios do Estado, uma das piores marcas desde o início da pandemia. O baixo recolhimento social foi um dos fatores que levaram o prefeito Marquinhos Trad (PSD) a recuar o início do toque de recolher para as 20h (evitando aglomerações em bares e similares à noite) e reduzir a 40% a capacidade de ocupação em comércios, academias e igrejas (antes em 60%).

Segundo município em volume de casos no Estado, Dourados ocupa a 45ª posição entre as taxas de Isolamento Social das cidades sul-mato-grossenses (39,3%). A prefeita Delia Razuk (PTB) baixou normativa fechando academias e bares por 10 dias para conter a pandemia.

Até a manhã desta terça-feira, o Estado totalizava 11.063 casos positivos de coronavírus, com 134 óbitos –foram 6 nas últimas 24 horas, 4 deles em Campo Grande. Apenas nos 7 primeiros dias de julho, a doença matou 45 pessoas.


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