Delegada diz que casos de ciganos vendendo perfume é fake news

É muito importante que tenha consciência do que está divulgando

| CANALDAQUI


Delegada diz que casos de ciganos vendendo perfume é fake news

A delegada de Dois Irmãos do Buriti, Karen Queirós, disse na manhã desta quarta-feira (29) em entrevista de rádio no programa Na Mira, que os áudios e fotos que estão sendo divulgados através de Whatsapp sobre um grupo de ciganos que estaria dopando as pessoas e entrando em suas casas para furtar seus pertences se trata de fake news. 

Conforme áudios que O Pantaneiro teve acesso há supostos relatos de moradores de Maracaju, Brasilândia e Ivinhema afirmando que dois homens estariam se passando por vendedores de perfumes para dopar moradores e entrar em suas residências. Segundo um dos áudios, os homens vendem a loção de porta em porta e oferecem o produto, mas para convencer os clientes eles espirram a substância química no braço e no pescoço das vítimas, o que faz com que elas percam os sentidos e assim os suspeitos entram na casa. 

“Depois de levantada informações acreditamos que provavelmente se trata de fake news. Até o momento tanto a Polícia Militar quanto a Polícia Civil não receberam nenhuma informação, nem registro de uma situação tão grave como essa. Oficiais conversaram com pessoas representantes de Palmeiras e não recebemos nada oficial até agora”, ressaltou a delegada citando mais um local onde os possíveis golpistas estariam passando. 

A delegada ressalta ainda a gravidade da divulgação de informação falsa podendo trazer prejuízos a quem recebe e as pessoas que estão sendo expostas de maneira caluniosa. “A questão do fake news é muito grave porque pode causar situações constrangedoras para quem é vítima da fake news, como até a morte. Já vi casos que a pessoa ficou tão assustada que teve um problema de saúde, e teve um caso no Guarujá em que uma mulher foi linchada porque supostamente foi reconhecida no retrato falado em que uma mulher estava sendo denunciada por estar usando crianças em ritual de magia negra, então é algo muito grave”, exemplificou a delegada.

Outro ponto levantado pela delegada durante entrevista é a importância da população denunciar à polícia possíveis casos suspeitos de crime e inclusive procurar a unidade policial para esclarecer fatos. “Quando você recebe uma notícia, principalmente de crime, o ideal é procurar a autoridade policial para levantar as informações, denunciar e ser o órgão oficial de divulgação, se houve necessidade, do conhecimento da população”.

Responsável pela delegacia de Dois Irmãos do Buriti, Karen ressalta ainda que as pessoas que compartilham a fake news podem responder na Justiça, além de causar prejuízo moral para os homens que estão sendo usados como possíveis criminosos. “A fake news por si só não é crime, o crime acontece quando se invade a intimidade de alguém, quando provoca dano à imagem, tanto a Constituição Federal quanto o Código Penal protegem. O Código Penal tipifica o que é protegido pela Constituição Federal. Caso haja ofensa à intimidade, imagem, um crime contra honra, é possível que registre um boletim e peça uma indenização por dano moral”. 

A delegada pede que toda população tenha consciência do que está compartilhando em suas redes sociais e procurem órgãos oficiais de informações para confirmar os fatos antes de compartilhar. “A partir do momento que a gente identifica quem divulgou, essa pessoa pode responder por isso. É muito importante que tenha consciência do que está divulgando”. 

Fonte: O Pantaneiro



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