Operação da PF faz buscas em casas de pessoas ligadas a Jarvis Pavão em MS

Mandados são cumpridos em Mato Grosso do Sul e outros três estados

| MIDIAMAX


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para desmantelar uma quadrilha de lavagem de dinheiro vinda do tráfico de drogas, a Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (27), uma operação Pavo Real, com cumprimento de mandados em Mato Grosso do Sul e outros três estados brasileiros. São ao todo 88 mandados de prisão e busca e apreensão.

Estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão, sendo 16 preventivas e 05 temporárias, e 67 mandados de busca e apreensão, nos estados de Rondônia, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal. Todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal em Rondônia, especializada em crimes praticados por organizações criminosas, contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro. Cinco pessoas investigadas tiveram as prisões convertidas em domiciliar.

Em Mato Grosso do Sul , os mandados estão sendo cumpridos nas cidades Ponta Porã com mandados de 4 prisões preventivas e 2 temporárias e em Campo Grande mandados de 2 prisões preventivas. Na fronteira de Ponta Porã com o Paraguai, os investigados se associaram para a perpetuação e controle do tráfico internacional de drogas em uma “guerra' contra facções e organizações rivais.

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As investigações foram iniciadas em fevereiro de 2019, pela Polícia Federal em Rondônia, com a finalidade de identificar a ocultação de bens e a movimentação de valores por um dos presidiários da Penitenciária Federal de Porto Velho. Ele tinha passagens por tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e posse ilegal de arma de fogo. Com os levantamentos foi identificada pelos agentes a existência de uma organização criminosa voltada para a ocultação do patrimônio obtido com o tráfico internacional de drogas, que em sua maioria era dos familiares do investigado, incluindo a esposa, mãe, padrasto, filhos, genros, irmãos e sobrinhos. Todos com prisão decretada, agora, pela Justiça Federal de Porto Velho.

Agentes Federais de Execução Penal apreenderam, na cela do detento, na Penitenciária de Porto Velho bilhetes escritos de próprio punho, o que foi posteriormente confirmado por perícia contendo anotações de diversos imóveis identificados apenas por siglas e codinomes, tanto no Brasil quanto no exterior.

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Em junho de 2019, a Polícia Federal deflagrou a primeira fase da operação, com o cumprimento de mandados de busca em imóveis de alto padrão, alugados pelos familiares do interno, na cidade de Porto Velho, ocasião na qual ocorreu a apreensão de arma, munições e diversos documentos e equipamentos eletrônicos que reforçaram o esquema de lavagem de capitais. Os criminosos passaram a residir nos imóveis citados com o intuito de facilitar as visitas à Penitenciária Federal.

Mesmo sem a apreensão de drogas ao longo da investigação, a Justiça Federal determinou o bloqueio de mais de R$ 302 milhões, das contas de 96 investigados, entre pessoas físicas e jurídicas, e a suspensão da atividade comercial de 22 empresas utilizadas, pela organização criminosa, para a movimentação dos valores ilícitos.

A Justiça Federal determinou, também, o sequestro específico de 17 veículos de luxo, com valores de mercado superiores a R$ 100 mil cada, que, somados, alcançam um valor aproximado de R$ 2 milhões e 3 mil, além do sequestro de todos os veículos em nome/em uso pelos investigados.

Foram sequestrados, ainda, cerca de 50 imóveis que, segundo valores atuais de mercado, ultrapassam a quantia de R$ 50 milhões, além de dezenas de outros imóveis, registrados em nome de membros da organização criminosa, cujo valor patrimonial total será apurado após a deflagração.


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