Ação cumpre mandados contra fraudes bancárias e mira douradense como 'cabeça' da quadrilha

| DOURADOSNEWS / JESSICA BEATRIZ E OSVALDO DUARTE


Material apreendido na residência - Crédito: Osvaldo Duarte/ Dourados News

Instituições financeiras encaminharam denúncias ao SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil de Dourados, de que estariam sendo vítimas de fraudes. Os autores, que estariam baseados em Dourados, abririam contas bancárias com a utilização de documentos de terceiros e, após conseguirem um limite de crédito, realizavam compras diversas. As dívidas não eram quitadas.

De acordo com informações policiais, ao contabilizar as operações ilegais realizadas pelos autores, o SIG identificou que somente nos últimos quatro meses, as instituições financeiras vítimas, sendo elas bancos digitais, ou seja, que não possuem agências físicas, suportaram um prejuízo superior a R$ 300 mil.

Após diversas diligências, tais como análise dos IP’s (Internet Protocol) utilizados para acessar as contas das instituições financeiras e rastreamento de sinais telemáticos, o SIG identificou que um douradense de 27 anos, que trabalha como vigilante, seria o autor das fraudes investigadas.

De imediato, foi apurado que há cerca de cinco meses o suspeito havia alterado o seu padrão de vida. Ele mudou de uma residência simples para outra de padrão superior e dotada de um grande esquema de segurança, possuindo muros com mais de três metros de altura, cerca elétrica industrial, concertina e sistema de vigilância por câmeras.

Nesta manhã, ao cumprir mandado de busca e apreensão no imóvel onde reside o suspeito, o SIG conseguiu várias provas de que ele é o autor das fraudes contra as instituições financeiras. No local, foram encontrados cartões bancários, vários aparelhos celulares, além de chip’s, notebook’s e notas fiscais diversas.

Segundo informações policiais, o material encontrado demonstra que o suspeito passou a ostentar um elevado padrão de vida, comprando eletrodomésticos e eletrônicos de elevado valor à vista (cerca de 30 mil reais), além disso, foram localizados documentos que compravam gastos com viagens e despesas supérfluas diversas.

No local também foi encontrado um contrato de compra e venda da residência, identificando que ela foi adquirida há cerca de 40 dias. O imóvel foi comprado à vista e em ‘dinheiro vivo’, apesar disso, o suspeito estaria desempregado.

Outro ponto que chamou a atenção dos policiais, foi o fato do suspeito ter gasto R$ 6 mil com a aquisição de tênis, a maioria nem sequer usado, nos últimos 60 dias. O suspeito, que é casado, está com a sua esposa desempregada, e possui três filhos.

Questionado, sobre a origem dos recursos financeiros utilizados para adquirir o imóvel e os bens diversos, o suspeito alegou que são oriundos de bicos que ele vem fazendo como pedreiro.

Todo o material foi apreendido e servirá para instruir o inquérito policial e, posteriormente, o suspeito será intimado para ser interrogado sobre o caso, ocasião em que será indiciado pela prática das fraudes.


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