Revitalização do Rio Anhanduí deve começar semana que vem

Projeto criado há sete anos já fracassou na tentativa de sair do papel

| CORREIO DO ESTADO


Está previsto intervenções para recompor as margens do rio - Foto: Divulgação/PMCG

Sete anos após a criação do projeto, as obras de controle de enchentes e revitalização do Rio Anhanduí, no Aero Rancho, devem começar na próxima semana. Após diversas licitações e ordem de serviço assinadas e canceladas, as ações que terão um investimento de R$ 48,4 milhões devem sair do papel.

Com um prazo previsto de 18 meses para a execução, o projeto foi autorizado pela Caixa Econômica Federal na última sexta-feira (16). Estão previstas intervenções para recompor as margens do rio, com trechos em gabião e outras de placas de concreto; urbanização; abertura de uma ciclovia paralela ao canal; bocas de lobo das ruas para captar a enxurrada que desce das ruas laterais e recapeamento das duas pistas da Avenida Ernesto Geisel, em uma extensão de 4,8 quilômetros.

De acordo com a prefeitura, as ações devem começar em 10 dias, tempo necessário para que as duas empreiteiras vencedoras das licitações instalem o canteiro de obras e desloquem o equipamento.

OBRAS
A primeira etapa da revitalização do Anhandui será executada por duas empresas. Dois lotes pela Dreno Construção, com sede no Paraná, e um lote pela Gimma Engenharia Ltda, de Minas Gerais. As empresas venceram a licitação homologada em outubro do ano passado.

O certame atraiu 34 empresas. O valor dos três lotes, entre as ruas Santa Adélia e do Aquário, orçado no edital em R$ 56 milhões caiu para R$ 48,4 milhões. O lote um (entre as ruas Santa Adélia e Abolição) foi vencido pela Gimma Engenharia Ltda, com a proposta de executar a obra por R$ 13 milhões. A empresa Dreno Construções arrematou o lote dois (entre as ruas Abolição e Bom Sucesso), com o orçamento de R$ 13 milhões, e o lote três (da Rua Bonsucesso até a Rua Aquário), no valor de R$ 21,9 milhões, totalizando R$ 35,3 milhões os dois trechos.

IMBRÓGLIO
O projeto de revitalização do Anhanduí é de 2011 e teve duas licitações e uma ordem de serviço assinadas e canceladas em 2012. No ano de 2014, a segunda tentativa de licitação também fracassou. Na época, se calculou que seria preciso R$ 68 milhões para executar o projeto até o final da avenida, com R$ 28 milhões de contrapartida.

A obra faz parte de um conjunto de ações para controle de enchentes nos bairros Marcos Roberto, Jockey Clube, Jardim Paulista e Vila Progresso. Foram investidos R$ 26 milhões em rede de drenagem e intervenções em afluentes do rio (os córregos Cabaça e o Areias), que despejam suas águas no Anhandui.


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