Tribunal exclui Puccinelli da lista de investigados

A denúncia, de 2016, havia sido aceita em primeira instância pela 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos

| DOURADOS NEWS


Tribunal exclui Puccinelli da lista de investigados

A 1ª Câmara Cível do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) acatou na tarde desta terça-feira (20), por unanimidade,  recurso do ex-governador André Puccinelli (MDB) o excluindo do rol de investigados da operação Coffee Break, ação do MPE (Ministério Público Estadual), que visou a investigar um conluio entre políticos visando a cassar o mandato do ex-prefeito Alcides Bernal (Progressistas). As informações são do Campo Grande News.

O fato se deu, à época, a partir de processo na Câmara Municipal de Campo Grande.

De acordo com o site, desembargadores acataram argumentos da defesa de que Puccinelli era parte ilegítima da denúncia. 

A denúncia, de 2016, havia sido aceita em primeira instância pela 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos. Desde então, investigados pelo MPMS no episódio se movimentaram para derrubar os argumentos sobre uma coalizão que, em troca de apoio político e benesses junto ao poder público, agiria para acatar denúncia contra Bernal e o retirar do mandato –o que foi decretado em 12 de março de 2014 em sessão da Câmara que durou mais de dez horas, e levou em consideração relatório de comissão processante que apontou, entre outras práticas atribuídas ao ex-prefeito, irregularidades em contratos emergenciais para fornecimento de merenda, limpeza de unidades de saúde e gás de cozinha.

Cerca de um ano e meio depois, Bernal reverteu a decisão na Justiça e, em meio à Coffee Break –e das acusações contra seu vice e então prefeito interino, Gilmar Olarte–, voltou ao cargo.

Ainda conforme o Campo Grande News, a denúncia contra Puccinelli o apontava como um dos orquestradores do esquema de cassação, atribuindo-lhe, por exemplo, promessas de acolhimento partidário a parlamentares e presença em reuniões que trataram do processo de cassação.

Puccinelli havia negado ter atuado em favor da cassação do ex-prefeito. Com isso, pleiteou-se sua exclusão do polo passivo da ação.


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