Número de mulheres vítimas de cárcere privado em 2021 já é 43% de todo 2020

Nos seis primeiros meses de 2021, já foram 40 registros de sequestro e cárcere privado de mulheres na Polícia Civil

| MIDIAMAX


Denúncias de violência contra mulher e cárcere privado podem ser feitas na Deam. - (Foto: Arquivo Midiamax)

O número de mulheres vítimas de sequestro e cárcere privado de 1º de janeiro à 10 de junho já é maior do que o mesmo período do ano passado. Até a última quinta-feira – data em que uma mulher e sua filha, de 9 anos, foram resgatadas após enviarem mensagem para familiares em São Paulo – haviam sido registrados 40 boletins de ocorrência dessa natureza pela Polícia Civil.

Segundo dados da Sejusp-MS (Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul), as mulheres são as maiores vítimas desse tipo de violência – 40 casos, de 51 no total. Durante o ano de 2020, primeiro da pandemia de Covid-19, o total de ocorrências foi de 115, em Mato Grosso do Sul. Destas, 93 com vítimas do sexo feminino.

No mesmo ano, do dia 1º de janeiro ao dia 10 de junho, foram 43 boletins de ocorrência registrados – 37 com mulheres em cárcere privado ou sequestro, o que comprova que elas são maioria disparada nas vítimas desses crimes.

Segundo informações passadas pela delegada Sueili da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), a vítima estava em casa quando por volta das 18h30 desta quinta (10) foi proibida de sair pelo marido, que fez ameaças de morte para a mulher, caso fosse preso.

Ainda segundo informações, o homem teria dito que encontraria a mulher para onde ela fosse. A vítima, com medo, pediu para que a criança, que é filha do casal, fosse pedir ajuda, mas o homem impediu a saída do filho e acabou trancando todos em casa.

Com isso, a mulher aproveitou um momento de distração e mandou mensagens para irmã que mora em São Paulo chamasse a polícia, mas não respondesse a mensagem enviada. A polícia foi acionada e a guarda municipal também foram ao local e acabaram prendendo o homem que tem várias passagens pela polícia, inclusive, por outros crimes.

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana, para que as mulheres vítimas de violência não fiquem sozinhas, mesmo em tempos de pandemia.

Funcionam na Casa da Mulher Brasileira uma Delegacia Especializada; a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.

Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 -, é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.

As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os finais de semana e feriados, já que a violência contra a mulher no Brasil é um problema sério no país.


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