Um ataque violento registrado na madrugada desta quinta-feira (7) dentro da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero deixou gravemente ferido o detento Gustavo Ariel Martínez Orrego, de 29 anos, apontado como integrante da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A vítima foi atacada com golpes de arma branca enquanto dormia em uma cela da área de segurança máxima da unidade prisional.
De acordo com informações da Terceira Delegacia de Polícia, o crime ocorreu por volta das 02h30, na ala inferior do presídio, localizado no bairro Obrero. O agressor teria aproveitado o momento em que Martínez repousava em um espaço de convivência coletiva para realizar o ataque.
O detento, que cumpre pena de 18 anos de prisão, sofreu traumatismo abdominal contuso e pneumotórax hipertensivo — quadro clínico considerado grave e que exige atendimento médico imediato devido ao risco de colapso pulmonar.
Mesmo diante da gravidade dos ferimentos, Gustavo Ariel Martínez Orrego manteve silêncio sobre a autoria do crime. Em depoimento prestado aos investigadores e ao vice-comissário Jorge Insfrán, chefe adjunto da delegacia, ele afirmou não ter conseguido identificar o agressor, alegando ter sido surpreendido enquanto dormia.
Em entrevista à rádio Urundey 103.3 FM, o vice-comissário Insfrán informou que a polícia só tomou conhecimento do caso após uma denúncia formal feita por funcionários do Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, para onde o detento foi encaminhado. Segundo ele, apesar do socorro inicial prestado pelos agentes penitenciários, houve falha no protocolo de segurança, já que a arma utilizada no ataque não foi localizada nem apresentada pelas autoridades do presídio no momento da internação.
Guerra de facções
Informações do setor de inteligência apontam que o atentado pode estar ligado à disputa entre facções criminosas que atuam na fronteira. Gustavo Ariel Martínez Orrego possui histórico de envolvimento em agressões contra integrantes do Clã Rotela, considerado o principal grupo rival do PCC no Paraguai.
A suspeita é de que o ataque desta madrugada tenha sido uma retaliação direta, aumentando ainda mais a tensão dentro do sistema penitenciário paraguaio, marcado por constantes confrontos entre membros das organizações criminosas.
Martínez Orrego segue internado sob escolta policial. Conforme o último boletim médico, ele deverá passar por cirurgia de desbridamento e procedimentos de drenagem torácica. Apesar do estado delicado, os médicos informaram que o paciente apresenta estabilidade após os primeiros atendimentos de urgência.
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