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Polícia Abuso sexual

PF deflagra Operação Escudo de São Miguel III e prende homem por abuso sexual infantil em MS 

Suspeito também foi autuado pela disponibilização do conteúdo na rede

07/05/2026 13h47
Por: Fábio Dorta
foto - divulgação
foto - divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a Operação Escudo de São Miguel III. A ofensiva visa desarticular redes de crimes de abuso sexual infantojuvenil praticados no ambiente digital. Durante a ação, um homem foi preso em flagrante no município de Aparecida do Taboado, no Mato Grosso do Sul.

O mandado de busca e apreensão foi expedido pelo Juízo de Garantias da 3ª Vara Federal de Campo Grande. No endereço do alvo, os agentes federais localizaram dispositivos eletrônicos contendo cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes.
Além do armazenamento, o suspeito também foi autuado pela disponibilização do conteúdo na rede. Segundo a PF, o indivíduo já é reincidente, possuindo registro criminal anterior pelo crime de estupro de vulnerável. Todo o material eletrônico apreendido será submetido à perícia técnica para identificar a origem e a extensão do compartilhamento das imagens.

A Polícia Federal aproveitou o balanço da operação para reforçar um posicionamento adotado pela comunidade internacional. Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) ainda utilize o termo "pornografia", as autoridades preferem os termos: Abuso sexual infantojuvenil; Violência sexual contra crianças e adolescentes.

A alteração semântica busca dar a real dimensão da gravidade do crime, tratando as imagens como evidências de violência e violação de direitos, e não como material erótico.

 Alerta aos Pais e Responsáveis 

Como parte da estratégia de prevenção, a corporação emitiu um alerta sobre a segurança digital de menores. A orientação é que responsáveis mantenham um diálogo aberto e monitorem ativamente o comportamento online dos jovens.
"Acompanhar o uso da internet e orientar crianças a comunicarem qualquer situação suspeita são as medidas mais eficazes de proteção", informou a nota da PF.
As investigações continuam com base nos dados extraídos dos aparelhos apreendidos, buscando identificar outros envolvidos na rede de crimes cibernéticos.

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