
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (12), a Operação Fornax, uma ofensiva de grande escala para desarticular organizações criminosas especializadas no tráfico internacional de drogas. A ação tem como epicentro a cidade de Ponta Porã (MS), na fronteira com o Paraguai.
Ao todo, os agentes mobilizaram uma estrutura para cumprir:
13 mandados de prisão preventiva;
9 mandados de prisão temporária;
47 mandados de busca e apreensão;
12 ordens de bloqueio de ativos financeiros.
Do flagrante à organização criminosa
As investigações começaram em junho de 2023, após a apreensão de quase duas toneladas de maconha na região. A partir desse caso, a PF conseguiu rastrear a logística do grupo, que importava carregamentos massivos de entorpecentes pela faixa de fronteira.
No decorrer de quase um ano de monitoramento, foram realizadas sete apreensões diferentes, que somam aproximadamente 16 toneladas de drogas retiradas de circulação.
Lavagem de dinheiro no comércio local
Um dos pontos centrais da Operação Fornax é a identificação de estabelecimentos comerciais comuns que serviam de fachada para a movimentação financeira do crime organizado. Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava os seguintes negócios para ocultar o lucro ilícito:
Academias;
Padaria e Açougue
Oficinas mecânicas.
As ordens de bloqueio de contas e ativos financeiros visam asfixiar o poder econômico da organização, impedindo que o capital retorne para o financiamento de novas cargas de droga.
Por que "Fornax"?
O nome da operação faz referência a uma constelação que, em latim, significa "fornalha", simbolizando o calor da ação policial sobre os focos de criminalidade na fronteira e o processo de "queima" das estruturas logísticas do tráfico.