Passei mal e ‘foi muito rápido’, justificam ausentes na votação da reforma

“Achava que a votação seria mais tarde e eu votaria ‘sim’. Dei esse voto na primeira”, explicou.

| CAMPO GRANDE NEWS


Passei mal e ‘foi muito rápido’, justificam ausentes na votação da reforma

Em entrevista ao Campo Grande News, Picarelli disse que chegou ao prédio legislativo bem antes do começo da sessão, mas teve uma crise de pressão alta. Disse que procurou a ala médica da casa de leis, mas precisou ir em a uma farmácia para comprar medicação.

O deputado revelou que a pressão dele chegou a 20 por 11 e que ligou para um colega parlamentar (sem revelar o nome) antes de retornar a sede do Legislativo. Foi quando descobriu que a reforma já estava aprovada. “Achava que a votação seria mais tarde e eu votaria ‘sim’. Dei esse voto na primeira”, explicou.

O deputado Felipe Orro conta que foi informado na confusão armada em frente a Assembleia pela equipe dele. “Achei que não haveria clima para votar”, afirmou.

O parlamentar também foi avisado que os deputados votariam o projeto do governo, apesar do protesto e da invasão do saguão da Assembleia e disse que estava estacionando o carro quando recebeu a terceira ligação sobre a aprovação da proposta. “Eu votaria sim, principalmente porque o governo cedeu na questão do aumento da contribuição previdenciária”.

A sessão começou às 9h30 e terminou às 9h50. Ainda ontem, no Facebook, a deputada estadual Grazielle Machado justificou a ausência alegando que, diferente da rotina legislativa estaduall, desta vez, a votação “foi relâmpago” e que nao teria sido avisada do início da sessão.

Geralmente, deputados começam a votar o que está em pauta às 11h.

Surpresas – Diferente do restante dos deputados da bancada do PMDB, Paulo Siufi foi contra a reforma. Ele afirma que não mudou o voto, mesmo tendo sido a favor do projeto na 1ª votação.

“A primeira votação é sobre legalidade, significa que o governo tem direito de propor a reforma. Nunca concordei com o mérito”.

Siufi afirma ser contra a fusão dos fundos previdenciários – um deficitário e outro superavitário, em R$ 400 milhões – principal ponto combatido pelos sindicatos.

“Eu entendo que o governo não deveria unificar os fundos, até porque existe uma nota técnica do Ministério da Previdência, de 3 de março de 2015, que explica que os governos não podem unificar os fundos, porque está em desacordo com a legislação federal e pode gerar sanções aos Estados”.

Cotado para assumir a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), o deputado Coronel David (PSC), foi mais sucinto. “Votei ‘não’ porque sou servidor. Só isso que vou dizer”, afirmou o policial militar de carreira.

Sobre a possibilidade de perder a chance de comandar uma secretaria por ter ido contra o governo, David só disse “não sei”.

Sessão de terça-feira, quando reforma foi aprovada sob protestos (Foto: Marcos Ermínio)

Votação - Em meio a protestos, que foram desde os gritos de “vergonha” à invasão da sede do Legislativo estadual, e em sessão “relâmpago”, deputados aprovaram o projeto do Governo do Estado por 13 votos a favor e sete contra.

A bancada do PT – Pedro Kemp (PT), Cabo Almi (PT), João Grandão (PT) e Amarildo Cruz (PT) – foi unânime em votar contra a reforma, além de Coronel David e Paulo Siufi. O deputado Lídio Lopes (PEN), que também foi votou pela não aprovação do projeto, não estava na sessão de hoje para dar seu posicionamento.

A bancada do PSDB votou a favor, com exceção deputado Felipe Orro que estava ausente. Também foram a favor Antonieta Amorim (PMDB), Eduardo Rocha (PMDB), Márcio Fernandes (PMDB), Renato Câmara (PMDB), Herculano Borges (SD), Paulo Corrêa (PR), George Takimoto (PDT) e Zé Teixeira (DEM).


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