PF deflagra operação de repressão a quadrilhas de assaltantes de bancos

Mandados são cumpridos em três estados, entre eles MS

| CORREIO DO ESTADO


PF deflagra operação de repressão a quadrilhas de assaltantes de bancos

A Polícia Federal deflagrou nesta manhã a Operação Miguelito para desarticular organizações criminosas especializadas em explosões de agências bancárias. Cerca de 100 policiais federais cumprem 35 mandados judiciais nos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo. Foram 10 mandados de prisão preventiva, 5 mandados de prisão temporária, 2 mandados de condução coercitiva e 18 de busca e apreensão. 

De acordo com informações da Polícia Federal, os mandados são cumpridos nas cidades de Londrina, Cambé, Arapongas e Curitiba, no Estado do Paraná, além das cidades de Sandovalina e Euclides da Cunha Paulista em São Paulo e Nova Andradina no Mato Grosso do Sul.

Durante investigações nos últimos 18 meses, foram encontrados dois grupos responsáveis por ataques a instituições financeiras nas cidades de Marialva, Mandaguaçu, Terra Rica, Porecatu, Itambé e Barbosa Ferraz, no Paraná e Iepê, Pedrinhas Paulista e Cruzália no Estado de São Paulo, num total de 20 agências bancárias atingidas nos dois Estados.

Nas ações criminosas os grupos utilizavam armas de grosso calibre, em sua maioria fuzis, com táticas de realização de diversos disparos durante os assaltos. Em alguns dos roubos houve reféns durante os confrontos e nas fugas.

Em um dos confrontos, em abril desse ano, seis integrantes de um dos grupos em Alvorada do Sul (PR) morreram quando retornavam de uma explosão de agências bancárias. Nessa mesma ação foram apreendidos fuzis, pistolas, coletes balísticos, explosivos e valores subtraídos das agências atacadas.

Os bandidos responderão pelos crimes de organização criminosa, roubo agravado, latrocínio em sua forma tentada, porte de arma de fogo de calibre restrito e exposição a perigo mediante explosão. Se condenados, as penas podem passar de 30 anos de prisão.

MIGUELITO

O nome Miguelito é referência aos instrumentos compostos de pregos retorcidos e espalhados pelas quadrilhas nas vias de fuga das ações para dificultar perseguições policiais.


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