Geral FISCALIZAÇÃO
Operação apreende 650 kg de carnes e frios estragados em atacadista de Campo Grande
Ação conjunta da DECON, Vigilância Sanitária e Procon flagrou irregularidades na rotulagem e fatiamento ilegal de alimentos na Avenida Duque de Caxias.
18/06/2026 16h00
Por: Fábio Dorta
FOTO - DIVULGAÇÃO POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (DECON), realizou na manhã desta quinta-feira (18) uma grande operação conjunta de fiscalização em um estabelecimento atacadista localizado na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande.

A ação de proteção ao consumidor contou com o apoio de uma força-tarefa composta por:

  • Serviço de Inspeção Municipal (SIM)

  • Vigilância Sanitária Municipal

  • Procon Campo Grande

  • Procon/MS

Irregularidades e riscos à saúde

Durante a vistoria, as equipes técnicas identificaram diversas irregularidades graves na comercialização de produtos de origem animal. Entre as principais infrações constatadas estão:

  • Rótulos irregulares: Utilização de embalagens não aprovadas pelo SIM e emissão incorreta de etiquetas de identificação.

  • Fatiamento clandestino: Realização de fatiamento prévio de frios sem a autorização dos órgãos competentes e fora das normas sanitárias vigentes.

O perigo no prato: De acordo com os órgãos técnicos, a rotulagem correta é indispensável para garantir a rastreabilidade dos alimentos. Já o fatiamento prévio e sem a presença do comprador aumenta drasticamente o risco de contaminação cruzada, colocando em xeque a segurança alimentar do consumidor.

Apreensão e destinação do material

Ao todo, a fiscalização apreendeu aproximadamente 650 quilos de carnes e frios impróprios para o consumo. Todo o material recolhido foi encaminhado para uma empresa especializada, onde será incinerado sob o acompanhamento rigoroso dos órgãos fiscalizadores.

Consequências legais

O gerente da unidade atacadista foi conduzido à sede da DECON para prestar esclarecimentos e, após o depoimento, foi liberado.

A Polícia Civil instaurou um procedimento oficial para apurar a prática dos crimes previstos no artigo 7º, incisos II e IX, da Lei nº 8.137/1990. A legislação prevê punições para a exposição de mercadorias em desacordo com as prescrições legais e para a comercialização de produtos totalmente impróprios para o consumo humano.