Mãe entra em choque e 'desaba' em velório de menino morto pelo pai

Bisavó disse que Miguel Henrique era doce e brincalhão

| TOP MíDIA NEWS/THIAGO DE SOUZA


Foto: Reprodução

Velório e enterro do menino Miguel Henrique dos Reis Zenteno, de dois anos, foi marcado por muita comoção, na tarde desta sexta-feira (20), em Aquidauana. O pequeno foi morto afogado pelo próprio pai, Evaldo Christyan Dias Zenteno, 21 anos,  para vingar uma suposta ''traição'' da ex-mulher.  

Cerca de 100 pessoas acompanharam as cerimônias. Durante o velório, a mãe da criança ficou em estado de choque e teve de ser amparada até o enterro.

A bisavó de Miguel Henrique, Neide Maria Bogado, 69 anos, estava muito emocionada. A avó paterna e outros parentes de Evaldo também participaram da despedida do garoto. O velório ocorreu na capela do próprio cemitério em Aquidauana.

Ao site O Pantaneiro, a bisavó contou que Miguel era um menino doce  e brincalhão.

''Adorava o cachorrinho dele e vivia me pedindo mamá'', lembrou Bogado.

A bisavó contou que morava com Miguel e a mãe dele, em Aquidauana. Ela disse que Evaldo esteve na cidade pantaneira na quarta-feira (18) para levar Miguel até Campo Grande.

''Ele sempre vinha buscar o filho; nunca suspeitei de nada, porque a mãe dele, a outra avó, cuidava muito bem do nosso Miguelito'', contou.

Neide Maria reclamou que Evaldo não deixava a ex-mulher em paz, já que não aceitava a separação e insistia para que os dois retomassem o relacionamento. ''...ele perseguia ela até de madrugada pelo celular'', acrescenta.  

O caso

Evaldo Christyan Dias Zenteno de 21 anos, foi preso nesta quinta-feira (19), após matar o filho, Miguel Henrique dos Reis, de 2 anos, afogado. O crime ocorreu na Rua Ariquemes, no Bairro Guanandi II, em Campo Grande.

O assassino alegou que queria fazer a mulher sofrer, após supostamente descobrir uma traição. Ele afirmou que a criança estava dormindo quando foi afogada em uma bacia, no banheiro de casa.

Após o afogamento, ele chegou a ir com a criança até a Santa Casa, onde os médicos desconfiaram da história e acionaram a polícia.

Questionado, ele apresentou três versões para a morte, inclusive uma que teria sido assaltado e que a criança teria sido jogada no córrego na Avenida Ernesto Geisel. No entanto, ao ser confrontado depois de cair em contradições, ele acabou confessando a autoria do crime.



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