Em eleição polêmica, Conselho apura 12 denúncias de irregularidades

Contagem dos votos terminou na noite de terça-feira, mas resultado ainda não foi oficializado

| CORREIO DO ESTADO / DAIANY ALBUQUERQUE


Responsáveis pela eleição do Conselho Tutelar deram coletiva na manhã de hoje - Valdenir Rezende/Correio do Estado

O Conselho Municipal de Defesa da Criança e do Adolescente (CMDCA) de Campo Grande apura pelo menos 12 denúncias de irregularidades que teriam sido registradas durante as votações para conselheiro tutelar, que ocorreu no domingo (6).

De acordo com a coordenadora da comissão eleitoral do CMDCA, Alessandra Hartmam, durante o domingo, pelo menos 12 denúncias relacionadas a atitudes impróprias dos candidatos foram relatados. Como transporte de eleitores, entrega de santinhos e abordagem de eleitores.

“Estão todas protocoladas no CMDA, algumas vieram do Ministério Público, para que a gente possa tomar providência. Encaminhar para o Ministério Público o que deve encaminhar e a Comissão vai definir o que vai fazer em relação a isso”, contou a coordenadora.

A eleição foi marcada por muitas reclamações, tanto de candidatos como de eleitores. Antes mesmo da votação, 19 pessoas que pleiteavam a vaga entraram na Justiça para garantir sua participação na disputa, o que fez com que as eleições fossem realizadas em cédula de papel.

No domingo, a falta das cédulas gerou longas filas em escolas e alguns eleitores reclamaram que o nome deles não constava na lista para votar. Sobre esses problemas os organizadores do pleito afirmaram que as cédulas foram repostas e que um problema com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) pode ter causado esse desconforto.

“Nós estávamos preparados para um número maior sim, tanto que foram 60 locais de votação. O bom é que a população foi votar e a população escolheu quem serão os conselheiros tutelares pelos próximos quatro anos. Quem manda a listagem com a relação dos eleitores é o TRE-MS, se essa pessoa não está naquela listagem, ou ela atualizou o título dela fora da época ou ela não vota naquele local. Existe um prazo para atualizar o título, se ela não atualizou naquele prazo, não tem como. Se o nome não está ali é porque tem alguma coisa com aquele título”, explicou a vice-presidente do CMDCA, Alessandra Rossi.

O representante do Instituto Águia, que realizou as provas do processo, Ângelo Motti, afirmou que esses problemas foram registrados principalmente em três locais de votação, a escola Emídio Campos Vidal, campus II da Anhanguera e escola municipal Professor Plínio Mendes dos Santos. Segundo ele, uma reorganização das seções para as eleições de 2020 foi feita pelo TRE-MS e por isso muitos eleitores tiveram problemas.

Sobre a reposição das cédulas, Motti afirmou que a Prefeitura de Campo Grande havia impresso 24 mil folhas, porém, durante o domingo a organização precisou imprimir mais 6 mil cédulas. Ao todo foram 20.349 votos, o dobro da última eleição, quando 10 mil pessoas compareceram para votar.

Para repor as cédulas foram destacadas uma equipe de 14 pessoas, sendo quatro motoristas. Mesmo assim, eleitores relataram espera de duas horas na fila.



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