Advogado vai pedir revogação de prisão de presidente da CUT

Genilson Duarte foi preso em ônibus que estava a caminho de Porto Alegre

| CORREIO DO ESTADO


Presidente da CUT, Genilson Duarte está detido em delegacia de Monte Negro, cidade metropolitana de Porto Alegre - Foto: CUT

A assessoria jurídica da Central Única dos Trabalhadores (CUT) declarou que vai pedir revogação da prisão do presidente da CUT, Genilson Duarte. Ele foi preso na manhã desta quarta-feira (24), na cidade de Montenegro, região metropolitana de Porto Alegre. De acordo com advogado de Duarte, Mario Morandi, o presidente não sabia que a Justiça tinha impedido ele de sair do Estado. A determinação diz respeito a ação civil em relação às eleições de 2015. 

De acordo com nota divulgada pela CUT, a intimação da Justiça foi encaminhada para endereço antigo de Duarte e por esse motivo ele desconhecia a determinação. Outra reclamação presente na nota é de que o presidente sempre foi encontrado na sede central da CUT e que não tinha razões para que sua citação tenha sido em endereço diverso e, posteriormente, por edital.

PRISÃO
De acordo com a nota da CUT, a prisão aconteceu após o ônibus da delegação do Estado, em que Duarte estava, ter sido parado em uma barreira da Polícia Rodoviária Federal (PRF), situada à aproximadamente 40km de Porto Alegre, na madrugada de hoje. O presidente participava do grupo de manifestantes que se dirigiam ao TRF4 para acompanharem a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Salientamos que esta situação ocorre, justamente quando acontece o julgamento extraordinariamente rápido do recurso de Lula ao TRF4. Corroboramos com a tese de carecer de provas documentais, que justifiquem a condenação do ex-presidente na primeira instância”, declarou trechos da nota.


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