HU divulga nota em que admite falha em controle de recursos e licitações

Diretoria do hospital afirma ter ‘portas abertas’ à investigação da PF sobre esquema de superfaturamento

| TOPMIDIANEWS


HU divulga nota em que admite falha em controle de recursos e licitações

Um dos endereços visitados pela Operação Again na manhã desta quinta-feira (25), deflagrada pela Polícia Federal para apurar suposto esquema de fraudes em licitação, o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap) divulgou comunicado admitindo e lamentando possíveis falhas no gerenciamento de recursos.

A diretoria do hospital ainda informa que está colaborando com as investigações, fornecendo documentos e arquivos e abrindo as portas da instituição, para que os agentes federais possam esclarecer os fatos.

“A atual gestão do HUMAP, iniciada em outubro de 2017, informa que lamenta os eventuais desvios de recursos e materiais, já que tem se empenhado firmemente no controle de despesas. Para isso, desde o ano passado funcionários dos setores administrativo e financeiro têm participado de cursos de controladoria e auditoria internas com a Controladoria Geral da União (CGU), a pedido da própria direção do hospital”, completa a nota.

Não foi divulgado se o médico investigado, o cardiologista Mercule Pedro Paulista Cavalcante, deve ser afastado de suas funções na unidade, nem o encerramento de contrato com a empresa Amplimed Comércio de Produtos Hospitalares.

Operação Again

De acordo com as informações da Polícia Federal, a investigação começou em junho de 2016, quando foi recebida denúncia envolvendo a empresa Amplimed, que já havia aparecido durante a investigação Sangue Frio com o nome CUORE. A empresa não havia sido investigada na época e mudou a razão social.

O cardiologista tinha várias funções em hospitais públicos, que iam desde controle de estoque até de licitações, e acabava favorecendo, em conjunto com empresários, para que a empresa vencesse os certames. Para tanto, eram impostas cláusulas restritivas e pesquisados os produtos com especificações exatas, também com pareceres médicos subjetivos.

No total são oito investigados, sendo seis servidores públicos e dois empresários e a investigação ainda pode desencadear em novas operações. Também foram cumpridos mandados em outras duas empresas de materiais hospitalares sendo a QLMed e Biosteril, ambas com sede na Capital.


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