Advogado da Capital condenado por homicídio usava documentos falsos

Marcos Ivan foi abordado quando saía de um cartório no Sergipe

| CORREIO DO ESTADO


Advogado da Capital condenado por homicídio usava documentos falsos

O advogado Marcos Ivan Silva, de 53 anos, responsável por casos de repercussão em Campo Grande, como do menino torturado em rituais de magia negra, foi preso pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) da Polícia Civil do Sergipe. Com mandado de prisão em aberto por envolvimento em homicídio no Mato Grosso do Sul, usava documentos falsos para compra de imóveis e veículos de luxo em Aracaju.

Conforme divulgado ontem pela polícia durante coletiva de imprensa, as investigações foram iniciadas em novembro de 2017, quando os policiais receberam a informação de que o suspeito estaria no estado realizando a prática de uso de documentação falsa, adquirida pelo valor de R$ 8 mil. Marcos Ivan foi abordado quando saía de um cartório no Centro Comercial de Aracaju, onde havia acabado de transferir a posse de um apartamento.

 O suspeito utilizou documentos em nome de Marcus Gilvan Silva, trocando e inserindo apenas algumas letras, com o qual realizava a comercialização de móveis, compra e venda de automóveis de luxo, tentando até agenciar bandas de outros estados. O delegado Hugo Leonardo, responsável pelo caso, deu mais detalhes sobre a investigação.

"Em novembro do ano passado recebemos a informação de que o advogado conhecido com Marcos Gilvan Silva estaria aqui em Sergipe comprando bens e também agindo como empresário de bandas musicais e que ele estaria usando um documento falso com esse nome para fazer esses negócios", disse. 

Durante o inquérito foi descoberto que ele era nascido no Paraná e se chamava Marcos Ivan, e não Marcos Gilvan e que era foragido de Mato Grosso do Sul, onde foi condenado por participação em um crime de homicídio pelo 2º Tribunal do Júri de Campo Grande, a uma pena de 14 anos anos em regime fechado por esse homicídio qualificado.

 O delegado  pontuou que devido à condenação definitiva aberta em Campo Grande, em que não cabia mais recurso, o suspeito optou por mudar sua identidade. "A partir da expedição do mandado de prisão em 2015, ele começou a fugir da justiça. Marcos Ivan veio a se estabelecer em Sergipe, adquiriu o documento falso aqui no estado. Desta forma, solicitamos ao Instituto de Criminalística a comparação das digitais desses documentos tirados aqui com os documentos dos estados por onde ele passou".

 Os policiais solicitaram a realização de Exame Pericial de Confronto Papiloscópico, executado por papiloscopistas do Instituto de Identificação, no qual foi constatado que a impressão digital do documento falsificado era a mesma que constava na identificação de Marcos Ivan.  O papiloscopista Wendell da Silva, que realizou o exame, deu detalhes de como foi feita a comparação de digitais.

 "Pegamos as impressões digitais que havíamos coletado no momento da confecção da carteira e remetemos essas impressões para alguns institutos do Brasil. O Instituto do Mato Grosso do Sul retornou dizendo que aquelas impressões digitais coincidiam com impressões que eles tinham, só que o nome que constava era na verdade Marcos Ivan Silva. Fizemos então o confronto do material padrão com o material questionado e constatamos que o Marcos Gilvan na verdade era  Marcos Ivan", explicou. O autor vai deve pemanecer em Sergipe.


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