Detran vai rescindir contrato milionário com empresa investigada pelo Gaeco

Contrato foi firmado por um ano e MPE considera o trabalho desnecessário


Contrato entre o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) e a empresa Master Case Digital Business, será cancelado, por conta da empresa ser alvo de investigação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Informação foi repassada ontem pelo diretor-presidente do Detran, Roberto Hashioka.

Contrato com a empresa foi firmado em setembro do ano passado por R$ 6,04 milhões, no mesmo dia em que a empresa foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido pelo Gaeco, durante a Operação Vírus, realizada em agosto do ano passado. O contrato foi assinado com validade de um ano.

"A antiga empresa fazia registro de gravame para o departamento de trânsito. Nós vamos rescindir o contrato porque ela está sendo investigada", disse Hashioka.

 

A empresa foi contratada para fazer o mesmo serviço que a Pirâmide Informática fez por seis meses até março de 2017. O contrato com esta empresa, que também foi alvo de investigação, foi rescindido e a Master Case contratada. Ministério Público Estadual (MPE) considera o contrato desnecessário, porque o trabalho tem de ser validado por servidores.

A finalidade do contrato tem um nome complexo: “implantação, manutenção e operacionalização de sistema computacional integrado ao do Detran, para a guarda e recuperação de contratos de financiamento de alienação fiduciária, arrendamento mercantil, reserva de domínio ou penhor com serviços de conferência de contratos, provendo interoperabilidade e operação segura”.

OPERAÇÃO VÍRUS

O Gaeco deflagrou a Operação Antivírus no dia 29 de agosto de 2017, com o objetivo de dar cumprimento a nove mandados de prisão preventiva, três mandados de prisão temporária e 29 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Mário José Esbalqueiro Júnior, da comarca de Campo Grande.

Investigação que teve operação desencadeada Gaeco, apontou que o Detran no Estado servia para prática de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação e é alvo de atuação de organização criminosa que também pratica lavagem de dinheiro desde 2015.

Toda a cúpula do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul foi presa na época, após cumprimento de mandados de prisão preventiva. 

Segundo o MPE, os envolvidos são investigados por formar uma organização criminosa que fraudava licitações em contratos celebrados entre empresas da área de tecnologia da informação e informática com o governo do Estado.


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