Onça não foi retirada da árvore e equipes da PMA continuam no local

As equipes locais aguardam reforço da Capital com mais pessoal e novos equipamentos para poder retirar o animal que está há quase 20 horas em cima da árvore.

| PROGRESSO


Onça não foi retirada da árvore e equipes da PMA continuam no local

Continua nesta manhã (31) a mobilização da Polícia Militar Ambiental (PMA) na tentativa de retirar a onça parda que se encontra há quase 20 horas em cima de uma jaqueira, localizada na Rua Santos Dumont, na Vila Rosa, em Dourados. A equipe de Dourados está aguardando reforço, com novos equipamentos e pessoal, que vem de Campo Grande, previsto para chegar às 7h30 na cidade.

Equipes de Dourados e de Naviraí trabalharam na noite de ontem na tentativa de resgatar a onça, mas não obtiveram sucesso. O animal estava muito estressado, nevoso. Foram disparados quatro tiros de dardos tranquilizantes para que o animal domisse e assim tirá-lo com o auxílio de uma rede, mas o animal não dormiu. A movimentação era intensa no local, muito barulho, talvez isso tenha atrapalhado o resgate do animal.

Os trabalhos de retirada da onça parda começaram por volta das 19h de ontem (30), quando chegou outro efetivo de Navirai com armamento especializado para uso de dardos com tranquilizantes e redes, no entanto, os trabalhalhos foram interrompidos porque já não havia mais o que fazer. Choveu na madrugada, e o tempo está bastante nublado, podendo chover ainda mais, no entanto, as equipes da PMA não arredam o pé do local. Segundo informações, depois da retirada da onça da árvore, ela deverá ser encaminhada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) de Campo Grande, porque o animal pode estar ferido.

A captura do animal ainda conta com o apoio do Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e veterinários especializados em animais silvestres. Está é a primeira vez que aparece uma onça na área urbana de Dourados.

O local ainda está tranquilo, mas a área ainda está isolada, em pelo menos duas quadras, na rua Santos Dumont, para evitar a chegada de curiosos perto da árvore, que pode estressar ainda mais o animal.

A ONÇA

O aparecimento da onça parda na manhã de ontem (30) foi por volta das 11h, na Vila Rosa em Dourados, o que chamou a atenção dos moradores e mobilizou policiais militares ambientais de duas cidades. Segundo os moradores, o animal foi visto, primeiramente às 5h30 da manhã na região e, em seguida, próximo ao tanque de lavar roupas de uma residência.

Segundo informações, assustado com o movimento das pessoas, a onça pulou o muro, rompeu a cerca elétrica e desapareceu por um tempo. Mais tarde, acuado e com o medo, o felino foi visto em cima de um pé de jaca. Antes disso, a Polícia Militar Ambiental, que foi acionada logo após as primeiras aparições, já estava fazendo uma varredura nas ruas da Vila Rosa e imediações.

Para conter a presença de moradores e curiosos de outros bairros, a Polícia Militar Ambiental teve que isolar o quarteirão nas proximidades rua Santos Dumont, onde está localizado o pé de jaca. "É uma medida que teve que ser tomada para garantir a segurança das pessoas e também do animal. Esse é um tipo de situação que requer muito cuidado", explicou o comandante da PMA de Dourados, capitão Matheus Taniguchi.

Segundo o comandante, a operação envolveu cinco policiais militares ambientais de Dourados e mais dois soldados do Corpo de Bombeiros. Para iniciar o resgate foi necessário aguardar a chegada de outro efetivo de Navirai com armamento especializado para uso de dardos com tranquilizantes, caso fossse necessário. Após o resgate, a onça parda será encaminhada até a fazenda Green Farm de Itaquirai, que possui um espaço voltado para a reabilitação de animais silvestres, onde passará por cuidados medico-veterinários.

"Invasão"

Apesar de chamar a atenção das pessoas, a presença de animais silvestres em áreas urbanas tem sido cada vez mais comum. Ao invés de representar uma atração quase circence, esse tipo de situação é fruto do desequilíbrio ambiental, causado principalmente pelos desmatamentos e a destruição das matas ciliares de rios e córregos. Sem local adequado para viver, os animais são movidos pela necessidade de percorrer outros espaços para conseguir alimentos.

Acostumados com esses visitantes ilustres, Corumbá, no coração do Pantanal teve que criar um comitê para lidar com as constantes ocorrência de "invasão" de felinos de grande porte. A iniciativa envolveu pesquisadores como Walfrido Tomás, da Embrapa Pantanal e outras entidades, como o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Corumbá, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros, a Secretaria de Meio Ambiente, a Polícia Militar Ambiental, a Embrapa Pantanal, o Centro de Controle de Zoonoses e o Instituto Homem Pantaneiro, com apoio do Ministério Público Estadual do MS e o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP).

Por: Marli Lange

Foto de Cido Costa tirada essa madrugada da onça escondida no meio dos galhos da árvore. Foto de Cido Costa tirada essa madrugada da onça escondida no meio dos galhos da árvore.

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