Conveniência vira point violento, vizinhança está amedrontada e sem dormir

A conveniência, assim como os demais estabelecimentos similares, não tem alvará de licença especial e deveria fechar às 23h59.

| REGIãO NEWS


Conveniência vira point violento onde vizinhança está amedrontada e sem dormir Foto: Vanderi Tomé/Região News

A conveniência Palácio da Cerveja, onde na manhã do último sábado (10) João Francisco Espinosa, 47 anos, morreu alvejado por 4 tiros, nos últimos meses, segundo alguns moradores da vizinhança, se transformou num point violento e tormento que amedronta residentes e empresários donos de estabelecimentos comerciais no entorno.

A julgar pelas declarações de um morador que pediu para não ter o nome revelado, durante a madrugada ligam o som dos carros em alto volume e em consequência, pouca gente consegue dormir. “A conveniência, assim como os demais estabelecimentos similares, não tem alvará de licença especial e deveria fechar à meia noite”, alerta um trabalhador.

Ele afirma não entender porque a Prefeitura não fecha o estabelecimento (e outros onde também ocorre a mesma aglomeração barulhenta), por falta de alvará e desrespeito a lei do silêncio. Também causa espanto, segundo ele, que a Polícia em suas rondas diárias, não aborde os desordeiros.

Na região do Palácio da Cerveja, moram funcionários públicos e muitos trabalhadores da Seara. Neste último grupo estão operários que acordam ainda de madrugada para iniciar o turno no frigorífico e se sentem abandonados pelo poder público, seja a Polícia, a Prefeitura e o Judiciário.

“Não há o que fazer. Nós que trabalhamos duro para honrar os compromissos ficamos à mercê de marginais, bêbados e usuários de drogas. Não temos a quem recorrer", afirma um dos moradores, expressando o sentimento dominante entre a vizinhança. Chamar a Polícia não adianta muita coisa, desabafa indignado um morador que prefere manter o anonimato por medo de retaliações.

Um dos moradores já acordou mais de uma vez com o barulho de tiros e na manhã do dia seguinte, constatou os sinais de violência. O crime de sábado foi presenciado por dezenas de pessoas que atravessaram à noite em frente da conveniência, ouvindo música e bebendo. Mesmo assim, ninguém quis prestar qualquer testemunho à Polícia. A suspeita evidente é de que o autor dos disparos seja um dos frequentadores assíduo da conveniência na madrugada e manhã do sábado passado.

Histórico de violência

Antes deste homicídio do sábado, o episódio mais recente de violência foi no dia 12 de agosto do ano passado. Neste dia, o servente de pedreiro Devid Thiel de Lima, de 28 anos, foi executado com quatro tiros na Rua Leôncio de Souza Brito no Bairro São Bento. Horas antes, passou pela Conveniência Palácio da Cerveja, onde segundo informações extraoficiais, teria ocorrido uma briga e ele tentou apaziguar para defender um amigo.

Nesta mesma madrugada outras duas pessoas foram baleadas; Wilson Gonçalves Martinslevou um tiro na virilha, altura da coxa esquerda e Gabriel Henrique da Silva, no joelho esquerdo e braço direito. As duas tentativas de homicídio foram atribuídas a supostas brigas registradas nesta mesma conveniência.

As 4h10 da manhã, a vítima foi Wilson Gonçalves Martins, de 42 anos, morador da travessa dois, também no bairro São Bento. Segundo relatou a Polícia, Wilson (que é padeiro) foi até a conveniência Palácio da Cerveja quando dado momento, dois homens engarupados numa motocicleta efetuaram disparos em sua direção. A vitima foi atingida na altura da virilha da coxa esquerda.

Já o terceiro caso ocorreu minutos depois, as 4h35 da manhã, envolvendo outro cliente da mesma conveniência, o servente de pedreiro, Gabriel Henrique da Silva, de 20 anos. Segundo contou aos policiais, o rapaz estava acompanhado da namorada, Letícia Cantão da Silva, de 21 anos, quando foi até a conveniência Palácio da Cerveja comprar bebida.

No estabelecimento houve um principio de desentendimento com outro cliente. Para evitar a confusão, Gabriel se retirou do local. Alguns metros dali, um veiculo de cor prata com várias pessoas em seu interior, começaram a efetuar disparos de arma de fogo em sua direção. O rapaz foi alvejado por dois disparos que atingiram o joelho esquerdo e o braço direito na altura do ombro.

 

Em novembro do ano passado, a Polícia Militar esteve no local depois de denúncia de que frequentadores da conveniência se aglomeravam em frente do Palácio da Cerveja, ouvindo música em alto volume, promovendo algazarra. O grupo foi dispersado mais ninguém foi preso


Envie sugestões de notícias para o WhatsApp do Canaldaqui (67) 98186-1999

Curta nossa página no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=100010531782535

Clique aqui e receba notícias do Canaldaqui no seu WhatsApp!


PUBLICIDADE
PUBLICIDADE