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PF deflagra Operação Rota Clandestina contra esquema bilionário de cigarros em Campo Grande

Ação conjunta com a PRF e Receita Federal cumpre mandados de prisão e busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e Minas Gerais

Redação
Por: Redação
16/06/2026 às 07h32
PF deflagra Operação Rota Clandestina contra esquema bilionário de cigarros em Campo Grande
FOTOS - DIVULGAÇÃO PF

Campo Grande/MS – A Polícia Federal, em ação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Receita Federal do Brasil, deflagrou na manhã desta terça-feira (16/6) a Operação Rota Clandestina. O objetivo principal é desarticular uma organização criminosa altamente estruturada, especializada na importação ilegal de cigarros vindos do Paraguai para comercialização no território nacional.

Ao todo, os agentes públicos estão em campo para cumprir uma série de medidas judiciais severas contra o grupo:

  • 14 mandados de busca e apreensão (13 em Campo Grande/MS e 1 em Santa Luzia/MG);

  • 5 mandados de prisão preventiva;

  • 5 medidas cautelares de monitoração eletrônica (tornozeleira);

  • Bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados.

Integração e inteligência financeira

O sucesso da operação foi impulsionado pelo intenso compartilhamento de informações e atuação coordenada entre a PF, PRF e Receita Federal. As investigações apontam que a organização possuía uma hierarquia bem definida e divisão clara de tarefas.

Para manter o esquema girando, o grupo utilizava operações ilegais de remessa de valores ao exterior — a modalidade conhecida como "dólar-cabo" — para pagar os fornecedores em solo paraguaio. Além disso, os criminosos ocultavam o patrimônio acumulado registrando bens em nome de terceiros ("laranjas").

Crimes investigados: Em tese, os envolvidos responderão pelas condutas de organização criminosa, contrabando, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

O porquê do nome

O nome "Rota Clandestina" faz alusão direta ao modus operandi da quadrilha. O grupo utilizava caminhos alternativos e meios clandestinos de transporte para driblar a fiscalização das autoridades, internalizar os cigarros contrabandeados no Brasil e, posteriormente, distribuí-los para várias outras unidades da federação.

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